"Tolerar a injustiça é relativamente aceitável, condenável é a intolerância da justiça". Leandro Francisco
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Os britânicos e a monarquia

Uma pesquisa do jornal The Guardian mostrou o que os britânicos acham da família real a poucos dias do casamento entre o príncipe William e sua namorada, Kate Middleton.

A pesquisa mostra que uma grande maioria acha que a monarquia é relevante para a vida nacional, faz os britânicos mais respeitados no mundo e é melhor do que qualquer alternativa. Mas aparentemente há mais ceticismo tolerante do que histeria real ao redor do casamento.

As boas notícias para aqueles que gostam da monarquia britânica são as seguintes: 75% dos entrevistados dizem que o casamento vai animar o país; 64% não veem problema em chamar os membros da família real de “sua alteza”; e 60% dizem que a família real melhora a imagem do Reino Unido no exterior. Além disso, 63% acham que o país estaria pior sem a monarquia.
Os republicanos – que gostariam de abolir a monarquia e instaurar uma república em seu lugar – também têm motivos para se animar. A pesquisa mostrou que 49% dos britânicos estão mais animados com o feriado extra na sexta-feira do que com o casamento. Melhor ainda – para os republicanos – é o fato de que entre os aposentados (supostamente mais tradicionalistas) o apoio à família real é bem maior que entre os jovens. Soma-se a isso o fato de que apenas 40% acham que os herdeiros de William e Kate estarão no trono daqui a 100 anos.

Fonte: Época - José Antonio Lima

sexta-feira, 18 de março de 2011

Notícias do Brasil e do Mundo

O desafio de Obama na América Latina

 
Ilustrada com a bela caricatura ao lado, reportagem da revista britânica The Economist detalha a viagem que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz a Brasil, Chile e El Salvador a partir deste fim de semana. A publicação cita os diversos assuntos importantes que Brasil e Estados Unidos têm a tratar – comércio, biocombustíveis, novos caças para a FAB, cooperação científica, Conselho de Segurança – e encerra o texto lembrando que os brasileiros e os latino-americanos como um todo querem o que Obama prometeu quando assumiu a Casa Branca: uma relação de igual para igual com os EUA.
Os Estados Unidos ainda importam de várias formas à América Latina. A própria história de Obama inspira muitos em uma região onde negros e índigenas muitas vezes estão em desvantagem. Ele pode ser uma voz poderosa para a democracia e os direitos humanos. Mas se suas palavras não forem apoiadas por algo substancial, seu apelo deve desaparecer.
“Cristão”, PT deve aceitar retorno de Delúbio
Expulso do PT no auge da crise do mensalão, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Delúbio Soares pode ser reintegrado aos quadros da legenda. Alguns integrantes da cúpula do partido temem que a volta de Delúbio manche a imagem do PT, mas segundo reportagem do jornal O Globo, é grande a chance de o Diretório Nacional do partido, durante encontro no fim de abril, promover seu retorno:
“O clima hoje é tranquilo para a volta do Delúbio. Ninguém quer briga. Ele errou, pagou. O sentimento é que o cara cometeu erros, mas foi punido. Como o PT tem esse lado cristão forte, de saber perdoar, 70% do Diretório Nacional está de acordo com sua volta” disse o deputado Jilmar Tato (PT-SP), ao chegar nesta quinta-feira à reunião da Executiva Nacional do partido em Brasília.

Ataque à Líbia deve começar em “dias ou horas”
Acompanhados de Brasil, Alemanha e Índia, Rússia e China, dois membros do Conselho de Segurança com poder de veto sobre as decisões da entidade, se abstiveram de votar a resolução que apoiou ações militares contra a Líbia. Estados Unidos, França e Reino Unido, os outros com poder de veto, tiveram apoio de África do Sul, Bósnia e Herzegovina, Colômbia, Gabão, Líbano, Nigéria e Portugal. Na prática, como era óbvio, quem vai colocar seus homens e dinheiro nos ataques são os três que costumam fazê-lo há algumas décadas. E aparentemente o ataque será rápido.
Como conta o Le Figaro, o ministro do Exterior da França, Alain Juppé, foi à Nova York acompanhar a votação do conselho e disse que a operação pode “começar em horas”. Mais importante, é a reportagem do blog The Cable, da revista Foreign Policy, que detalha uma reunião entre senadores americanos e diversos chefes e conselheiros militares de Barack Obama.
Perguntado sobre como seria exatamente a primeira onda de ataques, [o senador republicano Lindsey] Graham disse: “Nós mantemos suas aeronaves no chão e alguns tanques começam a ser explodidos, aqueles que estão indo em direção às forças de oposição”. Sobre quando o ataque começará, ele disse: “Estamos falando em dias, não semanas, mas eu espero horas e não dias”. (…)
Mark Kirk, outro senador republicano, tinha outros detalhes e preocupações quanto à operação militar.
Kirk disse aos jornalistas esperar que as operações militares fossem realizadas a partir da Sicília [ilha italiana no Mediterrâneo] onde uma base da Otan e uma estação aérea da Marinha dos EUA estão. (…) Tanto Graham quanto Kirk disse que, segundo os membros do governo, ainda não é muito tarde para a operação, mas que seu sucesso depende de uma implementação super-rápida. “Parece que a administração está se movendo e agora é apenas uma questão de tempo”, disse Kirk. “Muito depende dos rebeldes pelo menos conseguirem manter Benghazi. Se eles conseguirem, pode haver tempo para o sistema político internacional responder. Se eles não conseguirem isso, não haverá tempo.

Volta de Aristide ao Haiti preocupa a comunidade internacional
O Canadá, país que possui uma grande quantidade de imigrantes haitianos, é uma das nações que está particularmente atenta ao segundo turno das eleições do Haiti, que ocorre no domingo. Não bastassem todos os problemas do país caribenho, o ex-presidente Jean Bertrand Aristide está mesmo voltando, contra os “conselhos” dos EUA. É uma notícia que ampliou a preocupação da comunidade internacional, como conta o jornal canadense The Toronto Star em reportagem sobre o tema, pois Aristide busca deslegitimar a eleição:
”Eu acho que vai ser grande”, diz Patrick Elie, amigo e conselheiro próximos de Aristide, sobre a recepção ao ex-presidente. “O que vai acontecer é que, com sua presença, ele vai expor a fraude que são essas pessoas que estão concorrendo à presidência”, disse Elie ao Star. “Essas pessoas não representam o povo haitiano. A eleição ocorrer, mas seu argumento estará posto”, diz. Ainda assim, pode haver muita violência, diz um homem em Porto Príncipe, alegando ter familiaridade com as gangues de rua da capital e com os seguidores do movimento Lavalas, que Aristide um dia liderou. Ele comparou a volta de Aristide a um tsunami. “As armas estão por todo o lado”, disse. “Alguém vai morrer”.

EUA firmam contrato para ter programa espião capaz de “manipular as redes sociais”

Na política americana, é comum ouvir que a Casa Branca deve trabalhar para conquistar as “mentes e corações” das populações de países onde a radicalização pode representar grande perigo aos interesses americanos. No Pentágono, a recomendação foi levada a sério.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o Comando Central (Centcom) das Forças Armadas dos EUA firmou contrato com uma empresa da Califórnia com o objetivo de desenvolver um programa espião capaz de “manipular as redes sociais”. O software permitiria que uma única pessoa administrasse dez contas falsas ao mesmo tempo, e o contrato prevê que haveria 50 “posições” como essas, o que poderia gerar um exército de 500 ativistas falsos pró-EUA. Ainda segundo o jornal britânico, cada uma das pessoas “fakes” deve ter uma história crível, com detalhes para apoiar os dados, de forma que eles possam escrever nas redes sociais “sem medo de serem descobertos por adversários sofisticados”.
Uma vez desenvolvido, o software permitiria que funcionários do governo americano, trabalhando 24 horas por dia em uma única localidade, respondessem a conversas online com posts em blogs e salas de bate-papo, tuítes, retuítes e outras intervenções, de maneira simultânea. Detalhes do contrato sugerem que a localização seria a base aérea de MacDill, perto de Tampa, na Flórida, a sede do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos.
O Guardian não conseguiu descobrir se o programa já está funcionando ou não, mas de acordo com o governo americano seria contra a lei usá-lo em inglês “para fazer contato com o público americano”. Entre as línguas usadas pelos “fakes” do governo americano estão o árabe, o farsi (falado no Irã), o urdu (falado no Paquistão e no Afeganistão) e pashto (originário do Afeganistão).

Fonte: Época - José Antonio Lima

segunda-feira, 14 de março de 2011

Notícias de Ontem - Domingo

O que os europeus pensam de seus políticos?

O jornal The Guardian, do Reino Unido, publicou neste domingo uma pesquisa feita com cinco mil pessoas de 18 a 64 anos em cinco países (Alemanha, Espanha, França, Polônia e Reino Unido) sobre as percepções que elas têm do futuro de seus países e dos políticos. A visão geral sobre a economia varia em cada um dos países, mas no geral é negativa. Ao mesmo tempo, os europeus têm dúvidas quanto à conduta de seus governos (que cuidam da economia), o que cria uma “crise na democracia europeia” segundo o Guardian.
Apenas 6% dos europeus dizem ter muita confiança em seus governos, 46% dizem que não têm muita confiança e 32% não têm confiança nenhuma. Apenas 9% dos europeus acham que seus políticos – na oposição ou no poder – agem com honestidade e integridade.
José Antonio Lima

Qual o real tamanho da economia brasileira?

A revista britânica The Economist não deixou passar em branco a confusão gerada pela divulgação do PIB do Brasil, na semana passada. Há uma crítica ao ministro Guido Mantega. Ele afirmou que a economia brasileira teve o quinto maior crescimento do G-20 e acrescentou que, por paridade poder de compra, teria ultrapassado as economias do Reino Unido e da França. O que Mantega não contou, e que a Economist lembra, é que por esse critério as economias da Rússia e da Índia seriam superiores à do Brasil, que não seria a quinta do mundo, como muita gente divulgou, mas sim a sétima.
Converter moedas para poder de compra, em vez de taxas de mercado, é útil quando se compara os padrões de vida nos diferentes países. Mas medir o PIB em dólares correntes mostra a influência internacional de uma economia – e por esse critério, o Brasil não precisa de névoa ou espelhos estatíticos. Até mesmo o modesto crescimento de 4,5% que [Dilma] Rousseff espera deve ser maior do que o que a França e o Reino Unido conseguirão em 2011. E com as taxas de juros e os preços de suas commodities subindo, não há sinal de que o real vai perder muito valor. O Brasil não entrou entre as cinco maiores economias do mundo no ano passado. Mas pode muito bem conseguir isso neste ano
José Antonio Lima

O caos nas Forças Armadas do Brasil
Para piorar, mesmo o que poderia ser feito não o é. As tropas existentes estão dispostas de tal forma que ainda representam o pensamento estratégico de décadas passadas:
Fica também explícito um problema que a Estratégia Nacional de Defesa editada em 2008 promete combater. Na Estratégia, a Amazônia aparece como prioridade do Exército. Só que a disposição das tropas ainda reflete a ideia de que o país um dia poderia entrar em guerra com sua antiga rival, a Argentina, hoje longe de representar uma ameaça militar. A região Sul concentra 25% das forças terrestres do Brasil, enquanto a área amazônica só tem 13% do efetivo. Outros 23% estão estacionados na área do Comando Militar do Leste, no Rio.

Fonte:
Redação Época
José Antonio Lima