"Tolerar a injustiça é relativamente aceitável, condenável é a intolerância da justiça". Leandro Francisco
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quinta-feira, 24 de março de 2011

Dilma disputa a semifinal contra Obama!

(Não votei na nossa presidenta Dilma, mas apostei que se sairia melhor que seu antecessor. Que Deus assim o permita. Estamos cansados de salvadores da Pátria.)

Em torneio de democratas e ditadores, Dilma disputa a semifinal contra Barack Obama





A revista americana Foreign Policy, especializada em Relações Internacionais, está realizando nesta semana uma brincadeira inusitada. Inspirada nos playoffs do basquete universitário americano (chamados de March Madness nos EUA) a FP criou um campeonato entre governantes ditadores e democratas, no qual os eleitores palpitam sobre quem é o melhor governante e os analistas da revista avaliam quem deve vencer. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, está tendo um desempenho surpreendente, e fará a “semifinal” do lado democrata contra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Nas quartas de final, Dilma eliminou o primeiro-ministro da Índia, Manmoham Singh, prejudicado por uma escândalo de corrupção noticiado nesta semana pelo Wikileaks (sempre eles). Na primeira rodada, Dilma passou pelo presidente Felipe Calderon, do México, e depois pelo colombiano Juan Manuel Santos. Os elogios feitos a Dilma na disputa contra Santos devem irritar muito alguém que eu conheço.
O antecessor de Rousseff foi, em determinado período, o político mais popular da Terra. Mas Rousseff – que sobreviveu à tortura nas mãos da ditadura militar e à luta contra o câncer – certamente sabe lidar com a pressão. Enquanto continua a passar reformas econômicas e a buscar uma política externa independente, Rousseff tem evitado o show de populismo que sempre foi o calcanhar de Aquiles de seu antecessor.
No lado dos ditadores, a outra semifinal será disputada entre o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Fonte: Época - José Antonio Lima

sexta-feira, 18 de março de 2011

Notícias do Brasil e do Mundo

O desafio de Obama na América Latina

 
Ilustrada com a bela caricatura ao lado, reportagem da revista britânica The Economist detalha a viagem que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz a Brasil, Chile e El Salvador a partir deste fim de semana. A publicação cita os diversos assuntos importantes que Brasil e Estados Unidos têm a tratar – comércio, biocombustíveis, novos caças para a FAB, cooperação científica, Conselho de Segurança – e encerra o texto lembrando que os brasileiros e os latino-americanos como um todo querem o que Obama prometeu quando assumiu a Casa Branca: uma relação de igual para igual com os EUA.
Os Estados Unidos ainda importam de várias formas à América Latina. A própria história de Obama inspira muitos em uma região onde negros e índigenas muitas vezes estão em desvantagem. Ele pode ser uma voz poderosa para a democracia e os direitos humanos. Mas se suas palavras não forem apoiadas por algo substancial, seu apelo deve desaparecer.
“Cristão”, PT deve aceitar retorno de Delúbio
Expulso do PT no auge da crise do mensalão, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Delúbio Soares pode ser reintegrado aos quadros da legenda. Alguns integrantes da cúpula do partido temem que a volta de Delúbio manche a imagem do PT, mas segundo reportagem do jornal O Globo, é grande a chance de o Diretório Nacional do partido, durante encontro no fim de abril, promover seu retorno:
“O clima hoje é tranquilo para a volta do Delúbio. Ninguém quer briga. Ele errou, pagou. O sentimento é que o cara cometeu erros, mas foi punido. Como o PT tem esse lado cristão forte, de saber perdoar, 70% do Diretório Nacional está de acordo com sua volta” disse o deputado Jilmar Tato (PT-SP), ao chegar nesta quinta-feira à reunião da Executiva Nacional do partido em Brasília.

Ataque à Líbia deve começar em “dias ou horas”
Acompanhados de Brasil, Alemanha e Índia, Rússia e China, dois membros do Conselho de Segurança com poder de veto sobre as decisões da entidade, se abstiveram de votar a resolução que apoiou ações militares contra a Líbia. Estados Unidos, França e Reino Unido, os outros com poder de veto, tiveram apoio de África do Sul, Bósnia e Herzegovina, Colômbia, Gabão, Líbano, Nigéria e Portugal. Na prática, como era óbvio, quem vai colocar seus homens e dinheiro nos ataques são os três que costumam fazê-lo há algumas décadas. E aparentemente o ataque será rápido.
Como conta o Le Figaro, o ministro do Exterior da França, Alain Juppé, foi à Nova York acompanhar a votação do conselho e disse que a operação pode “começar em horas”. Mais importante, é a reportagem do blog The Cable, da revista Foreign Policy, que detalha uma reunião entre senadores americanos e diversos chefes e conselheiros militares de Barack Obama.
Perguntado sobre como seria exatamente a primeira onda de ataques, [o senador republicano Lindsey] Graham disse: “Nós mantemos suas aeronaves no chão e alguns tanques começam a ser explodidos, aqueles que estão indo em direção às forças de oposição”. Sobre quando o ataque começará, ele disse: “Estamos falando em dias, não semanas, mas eu espero horas e não dias”. (…)
Mark Kirk, outro senador republicano, tinha outros detalhes e preocupações quanto à operação militar.
Kirk disse aos jornalistas esperar que as operações militares fossem realizadas a partir da Sicília [ilha italiana no Mediterrâneo] onde uma base da Otan e uma estação aérea da Marinha dos EUA estão. (…) Tanto Graham quanto Kirk disse que, segundo os membros do governo, ainda não é muito tarde para a operação, mas que seu sucesso depende de uma implementação super-rápida. “Parece que a administração está se movendo e agora é apenas uma questão de tempo”, disse Kirk. “Muito depende dos rebeldes pelo menos conseguirem manter Benghazi. Se eles conseguirem, pode haver tempo para o sistema político internacional responder. Se eles não conseguirem isso, não haverá tempo.

Volta de Aristide ao Haiti preocupa a comunidade internacional
O Canadá, país que possui uma grande quantidade de imigrantes haitianos, é uma das nações que está particularmente atenta ao segundo turno das eleições do Haiti, que ocorre no domingo. Não bastassem todos os problemas do país caribenho, o ex-presidente Jean Bertrand Aristide está mesmo voltando, contra os “conselhos” dos EUA. É uma notícia que ampliou a preocupação da comunidade internacional, como conta o jornal canadense The Toronto Star em reportagem sobre o tema, pois Aristide busca deslegitimar a eleição:
”Eu acho que vai ser grande”, diz Patrick Elie, amigo e conselheiro próximos de Aristide, sobre a recepção ao ex-presidente. “O que vai acontecer é que, com sua presença, ele vai expor a fraude que são essas pessoas que estão concorrendo à presidência”, disse Elie ao Star. “Essas pessoas não representam o povo haitiano. A eleição ocorrer, mas seu argumento estará posto”, diz. Ainda assim, pode haver muita violência, diz um homem em Porto Príncipe, alegando ter familiaridade com as gangues de rua da capital e com os seguidores do movimento Lavalas, que Aristide um dia liderou. Ele comparou a volta de Aristide a um tsunami. “As armas estão por todo o lado”, disse. “Alguém vai morrer”.

EUA firmam contrato para ter programa espião capaz de “manipular as redes sociais”

Na política americana, é comum ouvir que a Casa Branca deve trabalhar para conquistar as “mentes e corações” das populações de países onde a radicalização pode representar grande perigo aos interesses americanos. No Pentágono, a recomendação foi levada a sério.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o Comando Central (Centcom) das Forças Armadas dos EUA firmou contrato com uma empresa da Califórnia com o objetivo de desenvolver um programa espião capaz de “manipular as redes sociais”. O software permitiria que uma única pessoa administrasse dez contas falsas ao mesmo tempo, e o contrato prevê que haveria 50 “posições” como essas, o que poderia gerar um exército de 500 ativistas falsos pró-EUA. Ainda segundo o jornal britânico, cada uma das pessoas “fakes” deve ter uma história crível, com detalhes para apoiar os dados, de forma que eles possam escrever nas redes sociais “sem medo de serem descobertos por adversários sofisticados”.
Uma vez desenvolvido, o software permitiria que funcionários do governo americano, trabalhando 24 horas por dia em uma única localidade, respondessem a conversas online com posts em blogs e salas de bate-papo, tuítes, retuítes e outras intervenções, de maneira simultânea. Detalhes do contrato sugerem que a localização seria a base aérea de MacDill, perto de Tampa, na Flórida, a sede do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos.
O Guardian não conseguiu descobrir se o programa já está funcionando ou não, mas de acordo com o governo americano seria contra a lei usá-lo em inglês “para fazer contato com o público americano”. Entre as línguas usadas pelos “fakes” do governo americano estão o árabe, o farsi (falado no Irã), o urdu (falado no Paquistão e no Afeganistão) e pashto (originário do Afeganistão).

Fonte: Época - José Antonio Lima

terça-feira, 15 de março de 2011

Terça-feira, 15/3/2011

Al Qaeda lança revista feminina

Como Fukushima vai afetar a indústria nuclear

A Suíça adiou a construção de novos reatores. A Índia anunciou uma revisão completa de seus procedimentos de segurança. Nos EUA, como conta o The New York Times, o consenso em investimentos em energia nuclear pode estar ruindo. No Brasil, segundo o G1, o presidente do Senado pediu novos debates sobre o tema.
Para a revista online Slate, todos estão exagerando, pois a indústria nuclear seria mais segura.
O único acidente fatal em uma usina nuclear nos últimos 40 anos, Chernobil, matou diretamente 31 pessoas. Em comparação, o instituto suíço Paul Scherrer calcula que, entre 1969 e 2000, mais de 20 mil pessoas morreram em acidentes na cadeia produtiva do petróleo. Mais de 15 mil morreram em acidentes na cadeia produtiva do carvão
Na Foreign Policy, Steve LeVine vai por caminho parecido. Diz que conversou com diversos especialistas e que a maioria disse que agências reguladoras e o público pedirão mais inspeções, mas continuarão a favor da energia, preferindo o risco nuclear ao risco do aquecimento global. Ele conclui, entretanto, dizendo que, no curto e médio prazos, os combustíveis fósseis devem ganhar mais força, até novos procedimentos envolvendo a indústria nuclear sejam desenvolvidos.
Na Alemanha, o governo anunciou o adiamento, por três meses, do debate a respeito da ampliação do ciclo de vida das nucleares. E a revista Der Spiegel publicou uma longa reportagem com duras críticas ao uso de energia nuclear, e classificou o desastre de Fukushima como o “fim da era nuclear”

Há metonímias para todos os acidentes nucleares, nomes de lugares que se tornaram símbolos. Three Mile Island é uma delas e, óbvio, Chernobil. Não há dúvida que o nome Fukushima terá significado similar. Fukushima vai simbolizar o fim do sonho de energia nuclear manejável – e a compreensão de que não temos esse tipo de energia sob controle

Tropas sauditas entram no Bahrein em meio a levante

O site da revista ÉPOCA relata que a segunda-feira foi marcada por uma invasão no Oriente Médio, que recebeu pouquíssima atenção da mídia diante dos eventos no Japão e na Líbia. Tropas da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos entraram no território do Bahrein. O intuito, oficial, é “proteger pontos estratégicos do país vizinho”. A oposição, entretanto, acredita que as tropas estrangeiras estão realizando uma ocupação. A estabilidade nas monarquias do Golfo Pérsico é um tema que interessa tanto às próprias monarquias, quanto às grandes potências. E quem pode pagar a conta dessa conjunção de interesses são os opositores da família real barenita:
Apesar das negativas de Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes, é possível crer que ação militar dos países do golfo é uma tentativa de suprimir de uma vez por todas o levante barenita. O que conta a favor dessas famílias reais, é que suas preocupações coincidem com as dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais. A primeira é que o Irã aproveite a instabilidade no Bahrein e consiga cooptar a população xiita local, deixando a situação ainda mais caótica. A outra é que o levante se espalhe para o golfo e ameace o grosso da produção de petróleo mundial, especialmente na Arábia Saudita, colocando toda a economia em risco. O que contraria o Ocidente é o pouco apreço que as monarquias do golfo têm pelos direitos humanos. Mas com Estados Unidos, França e Reino Unido mais preocupados com a Líbia, e agora, com a crise nuclear no Japão, é bem possível que as monarquias árabes consigam conter a oposição barenita sem atrair críticas da comunidade internacional.

Jaqueline Roriz teria recebido outros pagamentos

Obama vai à Cinelândia; e dará iPad a um carioca
O detalhe esquisito é que o discurso de Obama terá um toque de show de auditório, com distribuição de prêmios:
Pela internet, o site da Embaixada dos Estados Unidos, que divulga informações sobre a primeira visita do presidente Barack Obama ao Brasil, convida os internautas para que enviem mensagens em formato de vídeo ou texto para dar as boas-vindas ao presidente. O site sugere que os participantes sejam criativos, “pois poderão ganhar um prêmio”. O primeiro lugar leva um Ipad, o segundo, um IPhone, e o terceiro, uma camiseta do evento.

Fonte: Redação Época