"Tolerar a injustiça é relativamente aceitável, condenável é a intolerância da justiça". Leandro Francisco
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Brasil e a Copa - problemas nos aeroportos. E na China, Dilma diz que Brasil deve investir em aeroportos modernos

Um estudo confirma o que já se suspeitava. Segundo a pesquisa, as obras só ficam prontas bem depois de 2014


O Brasil vai chegar à Copa do Mundo com sérios problemas nos aeroportos. As obras não vão ficar prontas a tempo. O estudo com essa conclusão preocupante é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que é ligado ao governo. A Copa é daqui a pouco mais de três anos, e as obras, segundo o estudo, precisam de uns sete anos para serem concluídas, sem contar qualquer imprevisto que possa aparecer.
Ao menos 10 dos 13 aeroportos que estão sendo reformados não devem ficar prontos a tempo. Na lista, estão: Manaus; Fortaleza; Salvador; Brasília; Cuiabá; Guarulhos e Campinas, em São Paulo; e Confins, em Minas Gerais.
Ainda de acordo com a previsão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mesmo que as reformas terminem a tempo a ampliação dos aeroportos não vai atender à demanda. O número de passageiros no Brasil dobrou nos últimos oito anos.
O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, reconheceu que a situação de todos os aeroportos do país é preocupante, mas lembrou que o governo criou uma secretaria com status de ministério para cuidar dos aeroportos. A secretaria recém-criada ainda está sendo estruturada.
O comitê organizador local da Copa do Mundo informou que está em contato permanente com o governo federal e que vai aguardar um relatório para se posicionar sobre o assunto. A Infraero, responsável pela administração da maioria dos aeroportos do país, não se manifestou sobre a pesquisa.


Enquanto isso...

Na China, Dilma diz que Brasil deve investir em aeroportos modernos

O discurso foi em um encontro com empresários e chefes de Estado da Ásia e da Europa. Presidente falou em infraestrutura do setor de energia.

No último dia de viagem oficial à China, a presidente Dilma Rousseff comentou nesta sexta-feira (15) a necessidade do Brasil de investir em infraestrutura na modernização dos aeroportos e também do setor de energia.
O discurso foi em um encontro com empresários e chefes de Estado da Ásia e da Europa. Dilma foi convidada a falar sobre as experiências brasileiras de inclusão social e destacou as vantagens de se investir num Brasil com estabilidade econômica e política.

Fonte: G1

sexta-feira, 25 de março de 2011

Noticias de 25/03/2011

Política
Para TSE, Ficha Limpa não está garantido para eleições de 2012
Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, a Lei da Ficha Limpa corre riscos reais de ser ainda mais esvaziada. “A constitucionalidade de vários artigos poderá vir a ser questionada futuramente antes das eleições de 2012″, disse. Para o ministro, defensor da Ficha Limpa, “a lei vai ser fatiada como um salame e será analisada alínea por alínea”.

Divergências com Palocci derrubam presidente da Caixa
Reportagem do Estadão relata que mesmo protegida pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, a presidente da Caixa Econômica Federal Maria Fernanda Ramos Coelho não resistiu e deixou ontem o cargo. De acordo com o jornal, Maria Fernanda não aceitava a ideia de ter o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima na vice-presidência do banco, o que desagradou o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que sempre defendeu o cumprimento do acordo que contemplava o PMDB na Caixa.

Procurador-geral tem reunião secreta com José Roberto Arruda
Reportagem do Estadão revela que no dia 2 de setembro do ano passado, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, teve um encontro secreto com o ex-governador José Roberto Arruda para discutir o esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como mensalão do DEM. Segundo o jornal, a reunião sigilosa entre investigador e investigado, que durou pelo menos uma hora, não foi relatada os autos do inquérito pelo procurador, que preferiu omitir a conversa.

Sociedade
Relatório da Polícia Civil de SP atribui a PMs 150 assassinatos
Relatório produzido pela Polícia Civil paulista revela que grupos de extermínio formados por policiais militares são responsáveis pelo assassinato de 150 pessoas na capital entre 2006 e 2010. Segundo reportagem da Folha, entre as vítimas, 61% não tinham antecedentes criminais. Outras 54 pessoas foram feridas em atentados em que PMs são suspeitos — 69% sem passagem pela polícia. Alguns PMs da lista estão presos. Eles negam os crimes. O Comando-Geral da corporação não se manifestou nem informou exatamente quantos homens já puniu.

PMs que atiraram em garoto em Manaus têm prisão decretada
A Corregedoria do Sistema de Segurança Pública do Amazonas decretou na tarde de ontem as prisões preventivas de seis militares acusados de envolvimento na agressão com tiros à queima-roupa contra um adolescente de 14 anos. O garoto, que levou três tiros e sobreviveu, está sob proteção judicial. De acordo com reportagem do Estadão, o secretário de segurança pública do Estado, Zulmar Pimentel, anunciou que estavam afastados e detidos administrativamente, no Batalhão da Polícia Militar, seis dos sete policiais envolvidos.

Governo negocia fórmula nova para aposentadoria
Reportagem da Folha relata que o governo começou a negociar com as centrais sindicais uma nova fórmula para o cálculo das aposentadorias dos trabalhadores do setor privado. Segundo o jornal a nova opção é uma fórmula simples, que somaria o tempo de contribuição e a idade do trabalhador na hora da aposentadoria. Homens poderiam se aposentar sem sofrer redução dos seus benefícios quando a soma fosse 95. Mulheres poderiam fazer o mesmo quando a soma desse 85.

Mundo
Bombardeio francês destrói base militar na Líbia
O chefe do Estado-Maior do Exército francês, Edouard Guillaud, informou que aviões franceses destruíram na noite de ontem uma bateria de artilharia das tropas do ditador líbio Muammar Gaddafi que disparava contra a cidade de Ajdabiya e causaram grandes danos na base militar de Al Kufrah. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Guillaud reconheceu que não pode garantir que os bombardeios da coalizão não deixarão vítimas civis.

Japão organiza retirada de moradores próximos de usina
Autoridades japonesas anunciaram hoje a retirada voluntária de moradores das áreas próximas à usina nuclear de Fukushima. De acordo com reportagem da Folha, o governo oferece transporte e assistência aos moradores da região entre 20 km e 30 km da usina, danificada pelo terremoto e tsunami do último dia 11. O governo já havia retirado mais de cem mil pessoas da área de até 20 km do local.

Economia
PIB da China dobra participação no total mundial em cinco anos
Autoridades chinesas divulgaram o Produto Interno Bruto (PIB) da China de 2010, que alcançou a marca de 9,5% do total mundial, o equivalente ao dobro de sua participação registrada cinco anos antes. De acordo com reportagem da Folha, o país também tomou do Japão o posto de segunda maior economia do mundo no ano passado. Cinco anos antes, o PIB chinês era apenas o quinto maior do mundo.

Lucro da Embraer recua em 2010
A Embraer divulgou hoje seu balanço de 2010, que mostra que a empresa reduziu seu ganho em 36,0% em elação a 2009 e atingiu R$ 600,2 milhões. De acordo com reportagem da Folha, apesar do recuo no ano, a Embraer registrou lucro líquido de R$ 219,7 milhões no quarto trimestre do ano passado, com elevação de 22,8% em comparação ao valor contabilizado no mesmo período de 2009.

Fonte: Época

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mandarin, abrindo as portas para novas oportunidades!

Mandarim, a cada dia que passa torna-se o idioma dos negócios.

EFE
Por Karina Gómez Pernas - Da Efe

Com 845 milhões de falantes nativos, o mandarim, língua oficial da China, se expande pelos países ocidentais, que veem no idioma o substituto do inglês no mundo dos negócios.
Desde a implementação das reformas de abertura econômica em 1978, a economia chinesa não deixou de crescer a passos gigantescos, duplicando seu Produto Interno Bruto (PIB) a cada sete ou oito anos, tirando centenas de cidadãos da pobreza, fortalecendo o setor privado e o turismo e, com isso, expandindo o conhecimento de sua cultura e idioma no exterior.
Como se isto não fosse suficiente, as projeções econômicas realizadas pelo Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês) indicam que o PIB chinês até 2040 vai superar o do resto do mundo e o mercado chinês crescerá mais que o dos Estados Unidos, União Europeia, Japão e Índia juntos.
Levando isso em conta, como não era para menos, os estrangeiros deixaram de ignorar a pujança do dragão chinês para presenciar uma das histórias mais importantes do desenvolvimento econômico de nossos tempos.

Com alvos do Oriente

Perante esta realidade, os outros países, especialmente os ocidentais, não tiveram outra opção senão buscar compreender a cultura chinesa e estudar o idioma pelo qual serão fechados os contratos bilionários, se comunicarão os funcionários mais talentosos e será negociada a abertura de grandes multinacionais.
Este fato já vinha se evidenciando, embora mais por uma questão de segurança nacional, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo dos EUA reconheceu a necessidade urgente de aprender idiomas estrangeiros menos comuns, tanto no Ensino Médio quanto no Superior.
"No final dos anos 80, a Fundação Geraldine Dodge proporcionou bolsas a 60 escolas secundárias para que adotassem o mandarim. Com isso, o cenário para o ensino deste idioma começou a mudar para o nível educacional primário e secundário", explica Yu-Lan Lin, diretora do programa de Idiomas Estrangeiros, implementado nas escolas públicas de Boston, nos EUA.
"Nos últimos anos, a demanda por este idioma cresceu exponencialmente. Este fato se reflete no mundo dos negócios todos os dias, onde a China vai abrindo mais sedes ou companhias em diferentes países. Por ali, os estrangeiros estão mais interessados não só em aprender o idioma, mas também sua cultura", comenta Diana Chang, professora de mandarim básico, radicada em Miami (EUA).
EFE
O aprendizado de um idioma, seja o mandarim, espanhol, árabe ou inglês, permite aos estudantes ter uma perspectiva mais ampla, propor novas idéias e entender assuntos em um contexto mais genérico, já que por meio da língua acaba se conhecendo a cultura de um país. O aumento do soft power (poder brando) da China, por meio do qual o país promove sua cultura no exterior, pode impactar de forma positiva na visão estrangeira sobre a nação asiática.
"A China é um país ancestral, com perspectivas culturais antigas, que são algumas vezes mal compreendidas ou mitificadas. Por isso há muitas imagens equivocadas existentes no exterior. Por meio da aprendizagem de seu idioma e cultura, poderíamos corrigir as percepções erradas que as pessoas têm sobre a China", explica Lin.

O idioma do cliente

Não se trata só de ter uma cultura mais ampla. O mandarim, indubitavelmente, servirá para abrir portas a novas oportunidades de emprego e inclusive se transformará em um canal de comunicação para melhorar as relações internacionais.
"Ao abordar assuntos internacionais ou relações corporativas com outros países, precisamos falar o 'idioma do cliente' para promover o entendimento mútuo e evitar percalços devidos a mal-entendidos", assinala Yu-Lan Lin.
Diante desta realidade tão palpável, muitos pais não querem ficar para trás e já passaram a matricular seus filhos, em idades cada vez mais precoces, em aulas daquele que será o idioma do futuro. Chang enfatiza esse interesse. "Muitos pais e colégios preferem aprender ou ensinar o mandarim em vez do espanhol, francês ou alemão. O chinês vai deixando esses idiomas para trás".
Segundo vários estudos, a aprendizagem de um idioma em idade adiantada propicia uma pronunciação mais próxima à do falante nativo, já que as crianças de até 12 ou 13 anos não têm ainda uma estrutura linguística formada e o hemisfério esquerdo do cérebro está mais receptivo que o dos adultos a duplicar sons diferentes.
Esta tendência é tamanha que Chang destaca que, nos EUA, há "casos em que os pais pagam a uma babá chinesa para que fale ao bebê unicamente em mandarim e assim a criança se acostume a este idioma desde idade adiantada".
EFE
No entanto, para aqueles que já passaram da infância, o organismo governamental chinês Hanban, em coordenação com associações de ensino, investiu pesado para financiar o ensino do mandarim e a cultura chinesa em um conjunto de instituições em todos os continentes.
São os chamados Institutos Confúcio, equivalentes a escolas de outros idiomas patrocinadas pelo Estado, tais como o inglês pelo British Council, o alemão pelo Instituto Goethe, o francês pela Alliance Française e o espanhol pelo Instituto Cervantes.
"O aprendizado do mandarim (com mais de 40 milhões de estudantes em nível mundial) foi tomado com maior seriedade na Ásia, especialmente na Coreia e Japão, principalmente pela proximidade geográfica com a China", ressalta Lin. Segundo ela, no entanto, os Institutos Confúcio já chegaram a países latino-americanos como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Costa Rica, México e Peru.
No entanto, o ensino deste idioma em outros países deve fazer frente a um grande obstáculo: a falta de professores nativos altamente qualificados e preparados para ministrar aulas de mandarim.
"O que ocorre é que os professores chineses tendem a usar a antiga modalidade de ensino que empregam com os chineses, enquanto os falantes não-nativos que têm pedagogia podem não ser especialistas no idioma", diz Lin.
Chang, por exemplo, soube ensinar mandarim às crianças de uma forma divertida. "Eu, particularmente, faço jogos que os ajudem a memorizar mais rápido o vocabulário e também uso canções. Esta última estratégia é a que achei mais eficiente para aprender um novo idioma".

Fonte: MSN