"Tolerar a injustiça é relativamente aceitável, condenável é a intolerância da justiça". Leandro Francisco

quinta-feira, 24 de março de 2011

GRUPO Oásis anuncia venda da Granja Oasis.

Grupo Oásis anuncia venda de granja às margens do "Velho Chico" (fotos)


Área total: 127.500 m2

Benfeitorias:
1 - Curral
5 - Galpões, com medidas aproximadas 45x15 e 90x15m, sendo 2 semi-automatizados
1 - Galpão em construção
1 - Casa para caseiro

Localização: Moxotó Bahia - Paulo Afonso
Margens do Rio São Francisco
Ponto de referencia: Entre a Granja Suprave e o Matadouro Municipal

Noticia veiculada nos sites de Ozildo Alves e Paulo Afonso Notícias.

Bob Charles é convidado para ser o "Chefe da Comunicação" do Governo Anilton

Se realmente aceitar o convite, o radialista terá um belo orçamento para gerir. Em 02 anos de adminsitração, o Governo Anilton Bastos (DEM) gastou quase R$ 2,5 milhões com publicidades.

Redação
redacao@ozildoalves.com.br
Crédito: Divulgação
O radialista Bob Charles foi convidado para ser o "homem da imprensa" do Governo Anilton Bastos (DEM). A informação partiu de um amigo pessoal do comunicador. A fonte revelou que Bob Charles já teria inclusive aceitado o convite do prefeito.

Como não existe mais a figura do Assessor de Imprensa na estrutura administrativa do Governo Anilton, não se sabe ao certo que tipo de nomenclatura de dará ao posto que deverá ser ocupado por Bob, nem tão pouco se ele será contratado pela prefeitura ou se pela Agência de Publicidades que presta serviços ao executivo.

O que se sabe é que a proposta foi irrecusável e que Bob já deve começar trabalhar em sua nova função ainda essa semana.

Até 15 dias atrás, o comunicador Bob Charles era o âncora do programa "Primeira Hora" da Rádio Bahia Nordeste, porém, deixou a emissora e o motivo do seu afastamento ainda não foi esclarecido.

Bob também é proprietário de um blog de notícias, no qual, nos últimos dias vem disparando uma série de ataques, muitos deles sem fundamento, a quem faz oposição a administração do prefeito Anilton e ao mesmo tempo estabelecendo uma postura de defesa e de espaçosos elogios ao grupo do DEM de Paulo Afonso.

Se realmente aceitar o convite, o radialista terá um belo orçamento para gerir. Em 02 anos de adminsitração, o Governo Anilton Bastos (DEM) gastou quase R$ 2,5 milhões com publicidades. R$ 1.172.281,36 (um milhão, cento e setenta e dois mil, duzentos e oitenta e um reais e trinta e seis centavos) no ano de 2009 e no segundo ano do seu mandato (2010) foram gastos mais R$ 1.209.317,18 (um milhão, duzentos e nove mil, trezentos e dezessete reais e dezoito centavos).  O acumulado chegou a R$ 2.381.598,54 (dois milhões trezentos e oitenta e um mil quinhentos e noventa e oito reais e cinqüenta e quatro centavos).
Fonte: Ozildo Alves

Meu comentário

Quero parabenizar Bob Charles merecedor desse convite, e de oportunidades, vez que o mesmo, é um excelente comunicador, de boas relações, quer seja no mundo empresarial, quer político, sempre foi amigo leal, sincero e humilde (qualidades escassas no mundo de hoje). Inteligente, sempre manteve postura digna de um profissional que cumpre as normas e regras com rapidez e eficácia.
É um homem que não poupo elogios, inclusive pela sua habilidade em lidar com situações “difíceis” sem deixar de lado a cortesia.
Quero parabenizar o prefeito Anilton Bastos, pela perspicácia de levar para a Prefeitura de Paulo Afonso, e compor a sua equipe, um homem de qualidade ímpar.
Finalizo corrigindo-me, pois quem está de parabéns, é a prefeitura por ter você como componente da equipe.
Quero lhe ver promovendo os eventos e divulgando as informações positivas relacionadas à nossa prefeitura.
Mas, cuidado com a via de mão dupla!

Captação irregular de sufrágio (compra de votos) nas eleições de 2008.

Interessantes reportagens a respeito de compras de votos nas eleições de 2008
Esse material tem os créditos da redação do blog de Ozildo Alves.

28/01/10  18h33m - Paulo Afonso - BA
TRE livra Anilton da acusação de compra de votos
A denúncia da compra de votos partiu da coligação majoritária - De Novo o Governo do Povo - encabeçada por Raimundo Caires.

Em votação no TRE em Salvador – BA na noite da última quarta-feira, 27, foi julgado IMPROCEDENTE o Recurso contra Expedição de Diploma interposto nos autos nº 001/2009, sob alegação de prática de captação ilícita de voto, conduta vetada pelo art. 41 – A da Lei nº 9.504/97, mediante campanha eleitoral de Anilton Bastos Pereira (DEM) e Jugurta Nepomoceno Agra, respectivamente prefeito e vice-prefeito eleitos em Paulo Afonso.
A denúncia da compra de votos partiu da coligação majoritária - De Novo o Governo do Povo - formada pelos partidos: PSB, PV, PRB, PDT, PTB, PMDB, PPS, PSDB e PC do B, onde entraram com a ação na justiça afirmando que os citados haviam comprado votos no último pleito em 2008.
Em junho de 2009 o Juiz de Direito da 84ª Zona Eleitoral de Paulo Afonso Dr. Marley Cunha Medeiros através de sentença inativa em primeiro grau já havia inocentado o prefeito de Paulo Afonso Anilton Bastos, seu vice-prefeito Jugurta Nepomuceno Agra, Francisco Rodrigues Neto e Marco Aurélio Almeida Ferreira, os dois últimos também citados como réus no processo. A coligação resolveu recorrer da decisão em Salvador e mais uma vez as acusações foram consideradas improcedentes.

21/03/11  16h48m - Paulo Afonso - BA
Prefeito Anilton será julgado no TSE por compra de votos na eleição de 2008
A denúncia da compra de votos partiu da coligação majoritária - De Novo o Governo do Povo, comandada por Raimundo Caires.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgará nesta terça-feira (22/03) o Recurso contra Expedição de Diploma interposto sob alegação de prática de captação ilícita de voto, conduta vetada pelo art. 41 - A da Lei nº 9.504/97, mediante campanha eleitoral de Anilton Bastos Pereira (DEM) e Jugurta Nepomoceno Agra, respectivamente prefeito e vice-prefeito eleitos em Paulo Afonso.
A denúncia da compra de votos partiu da coligação majoritária - De Novo o Governo do Povo - formada pelos partidos: PSB, PV, PRB, PDT, PTB, PMDB, PPS, PSDB e PC do B, onde entraram com a ação na justiça afirmando que os citados haviam comprado votos no último pleito em 2008.
Veja as informações publicadas pelo portal de Acompanhamento Processual da Justiça Eleitoral - TSE:
O processo RCED Nº 683 - Recurso contra Expedição de Diploma - BA. TRE, Nº Único: 818.2009.605.0000, Paulo Afonso/ BA, Nº de Origem: 8/ 2009. Protocolo: 34812009 - 16/ 02/ 2009/ 14h.04min.
Requerente: Raimundo Caíres Rocha, candidato a prefeito/ Advogado: Bel. Admir Ismerin.
Requerido: Anilton Batos Pereira e Jurguta Nepomuceno Agra, Prefeito e Vice - Prefeito eleitos de Paulo Afonso/ Advogados: Bel. Sanzo Biondi e Bel. Rodrigo Coppieters Barbosa.
Relator: Juiz Mauricio Kertzman Szporer.
Assunto: Recurso contra expedição de diploma - Captação ilícita de sufrágio pedido de cassação de Diploma.
Sessão: CORIP/ Data: 16/ 03/ 2011/ Andamento: Encaminha para publicação no DJE (diário da justiça eletrônica) pauta de julgamento da sessão de 22.03.11, com inicio às 17h. data de publicação prevista: 18.03.11.
Em junho de 2009 o Juiz de Direito da 84ª Zona Eleitoral de Paulo Afonso Dr. Marley Cunha Medeiros através de sentença inativa em primeiro grau havia inocentado o prefeito de Paulo Afonso Anilton Bastos, seu vice-prefeito Jugurta Nepomuceno Agra, Francisco Rodrigues Neto e Marco Aurélio Almeida Ferreira, os dois últimos também citados como réus no processo. Já em janeiro de 2010, em votação no TRE em Salvador - BA, também foi julgado IMPROCEDENTE. Mais uma vez a coligação resolveu recorrer da decisão em Brasília e agora, aguarda o resultado na tarde desta terça-feira.

23/03/11  17h39m - Paulo Afonso - BA
Anilton se livra da acusação de compra de votos no TSE em Brasília
O TSE de Brasília considerou improcedente ação impetrada pela coligação "De novo com o governo do Povo" que acusava o prefeito Anilton Bastos por "abuso de poder econômico" nas últimas eleições.
Em sessão ordinária desta terça-feira, 22, o Tribunal Superior Eleitoral em Brasília (DF) por maioria absoluta negou provimento a representação formulada pela coligação "De Novo o Governo do Povo" - composta pelos partidos: PSB, PV, PRB, PDT, PTB, PMDB, PPS, PSDB e PC do B à ação de investigação judicial por suposta captação ilícita de sufrágio contra o prefeito eleito da cidade de Paulo Afonso, Anilton Bastos Pereira por ocasião das eleições municipais de 2008.
Em junho de 2009 o Juiz de Direito da 84ª Zona Eleitoral de Paulo Afonso Dr. Marley Cunha Medeiros através de sentença inativa em primeiro grau havia inocentado o prefeito de Paulo Afonso Anilton Bastos, seu vice-prefeito Jugurta Nepomuceno Agra, Francisco Rodrigues Neto e Marco Aurélio Almeida Ferreira, os dois últimos também citados como réus no processo. Já em janeiro de 2010, em votação no TRE em Salvador - BA, também foi julgada improcedente a denúncia.

De tal modo, parece que termina a novela de compras de votos, das eleições de 2008.
Infelizmente os concursados para a prefeitura não estão tendo a mesma “sorte” nos Tribunais, pois, as águas dos rios, correm em direção ao mar.

terça-feira, 22 de março de 2011

O Moleiro de Sans-Souci

De onde vem a incompreendida expressão “ainda existem juízes em Berlim”?
Trata-se de um episódio que teria ocorrido no século XVIII, imortalizado pelos versos do escritor francês François Guillaume Jean Stanilas Andrieux (1759-1833) no conto "O Moleiro de Sans-Souci".
Conta-se que Frederico II, “o Grande”, rei da Prússia, um dos maiores exemplos de “déspota esclarecido”, exímio estrategista militar e ao mesmo tempo amante das artes, amigo de Voltaire, resolveu construir um palácio de verão em Potsdam, próximo a Berlim. O rei escolheu a encosta de uma colina, onde já se elevava um moinho de vento, o Moinho de Sans-Souci, e resolveu chamar seu palácio do mesmo modo (Sans-Souci significa “sem preocupação”).
Alguns anos após, porém, o rei resolveu expandir seu castelo e, um dia, incomodado pelo moinho que o impedia de ampliar uma ala, decidiu comprá-lo, ao que o moleiro recusou, argumentando que não poderia vender sua casa, onde seu pai havia falecido e seus filhos haveriam de nascer. O rei insistiu, dizendo que, se quisesse, poderia simplesmente lhe tomar a propriedade. Nesse momento o moleiro teria dito a célebre frase: “Como se não houvesse juízes em Berlim!”
Pasmo com a ousada e certamente ingênua resposta, que indicaria a disposição do moleiro em litigar com o próprio rei na justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos, deixando o sujeito (e seu moinho) em paz.
François Andriex concluiu o conto com certa dose de melancolia, ao mencionar que o respeito real acabou prejudicando a própria província. Ao que parece, o escritor lamentou o recuo do rei diante de um insignificante moleiro.
Entretanto, o episódio imortalizado em versos passou para a história como um símbolo da independência possível e desejável da Justiça.
Para o moleiro, a Justiça certamente seria cega para as diferenças sociais e não o distinguiria do rei, mesmo em uma monarquia. Sua corajosa resposta e o recuo respeitoso do rei passaram a ser lembrados para demonstrar situações em que o Judiciário deve limitar o poder absoluto dos governantes.
Até hoje o moinho existe e sempre que um juiz corajoso se posiciona com independência e justiça, ouvimos a expressão 'ainda existem juízes...'
Felizmente talvez ainda se possa dizer e ouvir essa expressão, no nosso Brasil.
Sim, porque a independência dos tribunais é efetivamente uma das condições "sine qua non" para a saúde do estado de direito
A democracia se conquista e se constrói!
A justiça brasileira, vem a anos na tentativa dessa construção, brecando-se, no entanto, numa pretensa autonomia soberana, na dramaturgia ritual das audiências, nos procedimentos formais, técnicos, ininteligíveis para a maior parte dos cidadãos.
Ela se demenciou de poder incontrolado, desvairou de impunidade, feriu a consciência da cidadania.

Foi preciso chegar ao limite do inefável, com fugas clamorosas a segredos guardados no recato das páginas de processos em investigação, com sentenças que chocaram o escrúpulo ético mínimo, até de uma opinião pública menor, forjada na escola do deixa andar, para que se começasse a entender e publicitar a enormidade do desmando dos nossos tribunais.
Os magistrados precisam saber que a justiça não é território intocável, imune à crítica, cimentado num silêncio que visa a resignação da impotência.
Em nossa pequena Paulo Afonso, essa expressão é dita todos os dias no Fórum, pois decisões são proferidas a ermo, de acordo com a simpatia do rei, só que esse rei, não é Frederico II, “o Grande”, rei da Prússia, assemelha-se mais, a Gaddafi.


Esse conto, é um apreço pela própria honra que, simultaneamente, demonstra a relevância de uma comum identidade ética – que nos falta, e vem sendo dilapidada onde existe..
Sou Sombra, e, como se ainda houvesse juízes em Paulo Afonso-BA, afasto-me.

Au revoir.

Notícias de terça-feira, 22/03/2011


Governador defende cassação de Jaqueline Roriz na Câmara
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), defendeu ontem a cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), filmada recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. Segundo a reportagem, Agnelo afirmou que o PT deve apoiar a cassação de Jaqueline no Conselho de Ética da Câmara.

Sociedade
Metade das cidades brasileiras terá falta de água em 2015
Estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mais da metade dos municípios brasileiros (55% do total) terá deficit de abastecimento de água em 2015. Segundo reportagem do Estadão, são necessários investimentos de R$ 22,2 bilhões para evitar o risco de um colapso total até 2025. Para tratar também os esgotos jogados nos rios, o que impede a reutilização das águas, serão necessários cerca de R$ 70 bilhões.

Em São Paulo, 23% acabam 2º ano sem ler e escrever
Teste promovido pela prefeitura de São Paulo revela que dos 48 mil avaliados no 2.º ano do ciclo 1, mais de 11 mil ainda não estavam alfabetizados. De acordo com reportagem do Estadão, isso significa que uma em cada quatro crianças das escolas municipais da cidade de São Paulo termina o 2.º ano do ensino fundamental sem saber ler e escrever. O número, considerado insatisfatório, melhorou nos últimos anos. Em 2007, quando a prova foi aplicada pela primeira vez, indicou que 39% dos alunos do 2.º ano do ciclo 1 não estavam alfabetizados.

Mundo
Ex-presidente de Israel é condenado por estupro
O ex-presidente de Israel Moshe Katsav foi condenado hoje no Tribunal de Distrito de Tel Aviv a sete anos de prisão por estupro e assédio sexual. Segundo reportagem do jornal El Pais, ele enfrentava a possibilidade de ser condenado a até 16 anos de prisão, e a Promotoria exigira um castigo exemplar pelos delitos dos quais havia sido declarado culpado em dezembro. Katsav, chefe de Estado de Israel entre 2000 e 2007, também foi condenado a dois anos de liberdade condicional e a pagar 100 mil shekels (US$ 28.300) a uma das vítimas.

Justiça britânica dá R$ 231 mil a brasileira humilhada por sotaque
A justiça do Reino Unido deu ganho de causa à uma brasileira ridicularizada no trabalho e apelidada pelos colegas de Bob Esponja por causa de seu sotaque ganhou na Justiça britânica uma indenização de quase 142 mil libras (cerca de R$ 231 mil). Segundo reportagem da Folha, colegas gravavam sua voz e tocavam as gravações para ela, debochando de seu sotaque. Lícia Faithful, 31, disse ter sofrido com depressão e estresse pós-traumático após 18 meses sofrendo discriminação racial na empresa de seguros.

Posição brasileira irrita rebeldes na Líbia
Reportagem do Estadão mostra que rebeldes líbios criticaram governo brasileiro por abstenção no Conselho de Segurança. Segundo relato do repórter, eles perguntam por que o Brasil se absteve na votação do Conselho de Segurança da ONU que autorizou a zona de exclusão aérea. Fanáticos por futebol, os líbios têm – ou tinham – apreço pelo Brasil. Agora, tentam entender por que esse apreço, na sua interpretação, não é retribuído. “O governo brasileiro apoia Kadafi”, constata Shekey. “Deve ser por causa de dinheiro. Talvez vocês tenham medo de que seus investimentos sejam prejudicados.”

Cortes de energia elétrica afetarão 10 milhões de japoneses
Por causa dos problemas gerados pelo terremoto seguido de tsunami do último dia 11 de março, dez milhões de japoneses serão afetadas hoje pelos cortes de luz que voltarão a ser aplicados pela empresa Tokyo Electric Power Company (Tepco). De acordo com reportagem do Estadão, os cortes de energia terão até três horas de duração e serão aplicados em quatro regiões distintas do Japão, em diferentes momentos do dia.

Economia
Para 83%, inflação irá permanecer em alta
Pesquisa do Datafolha publicada hoje mostra que o brasileiro não está muito otimista em relação à estabilidade da inflação. Segundo reportagem da Folha, 41% da população acha que a inflação vai aumentar nos próximos meses e 42% acham que ela continuará alta como está. Apenas 13% da população acredita que a inflação vai diminuir, apesar das medidas tomadas pelas autoridades para segurar os preços.

Viagens de avião superam as de ônibus
Pesquisa realizada pela Folha mostra que o número de passageiros de avião superou neste ano o de viajantes de ônibus interestaduais pela primeira vez. De acordo com a reportagem, no ano passado o país registrou 66 milhões de passageiros de avião em ligações entre Estados -maior número já alcançado pela aviação. Já o número de passageiros de ônibus foi próximo de 67 milhões em 2010.

Fonte: Época - Ana Galli

Se você não leu, precisa ler essa entrevista, incrivelmente franca, da nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça

A ministra Eliana Calmon, a nova corregedora do CNJ: "Eu sou uma rebelde que fala"

Diretamente da Coluna de Ricardo Setti literis:

"Amigos do blog, não sei se jamais li entrevista tão franca de um magistrado sobre as mazelas e problemas do Judiciário como esta, incrível, da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão fiscalizador do Judiciário, publicada em VEJA.
Mesmo tendo ido para os assinantes e para as bancas há mais de um mês — a edição é de 29 de setembro –, julgo ser do meu dever postar aqui no blog.
O autor da entrevista foi o jornalista Rodrigo Rangel. O título original é o que vai abaixo. Não percam.
A corte dos padrinhos
A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos
A ministra Eliana Calmon é conhecida no mundo jurídico por chamar as coisas pelo que elas são. Há onze anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana já se envolveu em brigas ferozes com colegas — a mais recente delas com o então presidente Cesar Asfor Rocha.
Recém-empossada no cargo de corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra passa a deter, pelos próximos dois anos, a missão de fiscalizar o desempenho de juízes de todo o país.
A tarefa será árdua. Criado oficialmente em 2004, o CNJ nasceu sob críticas dos juízes, que rejeitavam a ideia de ser submetidos a um órgão de controle externo. Nos últimos dois anos, o conselho abriu mais de 100 processos para investigar magistrados e afastou 34.
Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.
Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?
Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.
A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?
O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.
Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?
Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.
A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.
É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.
Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?
Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.
Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.
Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.
No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?
Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.
Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?
Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.
E como resolver esse problema?
Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.
Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?
Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”. "


Infelizmente essa é a CARA do nosso Judiciário, dito pela propria ministra/corregedora do CNJ, Eliane Calmon, pois, como se sabe esse mundo de "deuses",  "semideuses" com doença de "juizite", é algo que assola o nosso país. E digo, está em Paulo Afonso também.
Torna-se nocivo, comprometido, viciado, entre outros, o trabalho de um juiz por vários anos na mesma Comarca. É o mesmo que falar nas ditaduras militares, em Gadaffi...
Soube que o Forúm vem sendo fiscalizado, e que inclusive muitas sentanças que estavam por serem prolatas, em cima dos birôs, por anos a fio, foram elaboradas, assinadas e publicadas.
Tudo bem, que algumas, contiveram e outras irão conter, a mão pesada de um juiz "chateado"por ter sido representado, mas o importante, é que os processos saiam de seu gabinete, e 'suba', pois ainda se tem outros Tribunais!!!!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Eliana Calmon elogia campanha da OAB em prol da ação disciplinar do CNJ


A leitura do ofício da ministra Eliana Calmon foi feita pelo conselheiro do CNJ, Kravchychyn.
(Foto: Eugenio Novaes)
 Eliana Calmon elogia campanha da OAB em prol da ação disciplinar do CNJ



         


Brasília, 21/03/2011 - A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, elogiou a Campanha Nacional em Defesa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lançada hoje (21) pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), preocupado com as recentes decisões judiciais que anularam procedimentos do órgão de controle do Judiciário favoráveis ao afastamento de magistrados envolvidos em processos de desvio de conduta e em irregularidades. Por meio de ofício, que foi lido durante a solenidade pelo conselheiro do CNJ Jefferson Luis Kravchychyn, a corregedora apoiou o movimento e afirmou que a preocupação da OAB vai ao encontro de seus próprios receios diante das últimas tentativas de podar a atuação disciplinar e correicional do Conselho, alardeando a tese da competência subsidiária do CNJ.
Na correspondência, Eliana Calmon também rechaçou as críticas feitas por aqueles que, por ignorância ou má-fé, passaram a alardear nos meios de comunicação que o evento de hoje da OAB tinha como escopo promover uma campanha de desagravo em favor do CNJ em face de decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal. Tais afirmações, segundo a ministra, são de "inconsistência absoluta", em clara deturpação dos objetivos da OAB.
"Pessoas de má-fé que só tem a lucrar com o enfraquecimento das instituições republicanas procuraram envenenar as relações entre a Corregedoria do Conselho nacional de Justiça e a Ordem dos Advogados do Brasil, sobretudo por meio da repetição de inverdades", afirmou Eliana Calmon por meio da correspondência, na qual agradeceu a atuação da OAB. "Assim só posso agradecer o apoio institucional prontamente oferecido ao CNJ, o qual reputo da maior seriedade".
A solenidade foi conduzida pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e contou com a presença de membros do CNJ, do Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiros federais, membros honorários vitalícios da OAB e toda a diretoria da entidade.  
Veja aqui a íntegra do ofício encaminhado pela corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

Fonte: OAB - Conselho Federal

Seccional apóia Subseção de Paulo Afonso em defesa de juiz


Dra. Izabel Cristina está de parabéns pelos serviços que vem prestando a comunidade jurídica de Paulo Afonso, como presidente da OAB-BA, subseção de Paulo Afonso.
A nota amplamente divulgada em favor do Juiz da 2ª Vara Cível Glautemberg Bastos de Luna, no caso que envolveu o serventuário Cecílio de Almeida (leia-se, é assessor do juiz Dr. Rosalino Almeida que exerce sua profissão na Comarca há mais de 15 anos), mostra o comprometimento com o bem comum dessa ilustre advogada.
O senhor Cecílio Almeida criticou em comentários em Blogs de Paulo Afonso-BA., a  Dra. Izabel Cristina de Oliveira, sinônimo perfeito de dignidade e de cidadania, por ter apoiado o Juiz da 2ª Vara Cível Glautemberg Bastos de Luna.
Quero também externar meu apreço e apoio ao Juiz Glautemberg Bastos de Luna, pois tive a oportunidade de testemunhar parte de sua trajetória de magistrado íntegro e sábio, dedicado ao estudo e ao trabalho, cujo devotamento à causa da justiça implica contínua busca de aperfeiçoamento pessoal e profissional.
Ao que se sabe, não tem esposa, filhos, cunhadas, cunhados e outros parentes e aderentes favorecidos num nepotismo cruzado, ou a troca de favores, prestados a prefeituras.
Até a presente data, e espero que por todos os anos de labuta desse juiz laureado (Glautemberg), não se sabe de sentenças promovidas em consonância com embargos auriculares; Embargos de gaveta; Agravo de armário; Agravo do Cesto; Recurso do guarda-chuva.
Não se ouve falar se articulações com partidos políticos para se promover; assim como, não se tem notícias de que festejou com prefeitos que ganharam as eleições (ato bastante falho, principalmente, quando se está exercendo o cargo de juiz eleitoral).
Ouve-se falar de juiz que assina sentenças que vem pronta em pendrives de alguns advogados, mas o nome de Glautemberg, nunca esteve associado a essa falta de ética, sem contar que a venda de sentença é crime.
O senhor Cecílio Almeida(1) diz que a Dra. Izabel Cristina tem “um rixa pessoal da mesma com outro Juiz, o Dr. Rosalino de quem este servidor fora assessor, tendo a mesma inclusive já representado contra o referido Magistrado” Adianta que não se dirigiu “ao Gabinete do Sr. Juiz Glautemberg, portando drogas, ou fazendo propostas escusas”. Acredito que não, pois se assim o fosse receberia voz de prisão da mesma forma. O que o senhor Cecilio portava, era a
liminar já elaborada por ele mesmo nas instalações talvez do próprio Fórum com o intuito de que o magistrado Dr. Glautemberg assinasse. O que não ocorreu.
 Se a Dra. Izabel Cristina representou, certamente o fêz com base,  e em razão de ter conteúdo substancial. 
Graças a Deus, Paulo Afonso tem ainda juízes como o Dr. Glautemberg, e, é um fato que deve ser refletido, o porquê de tantos bons juízes não permaneçerem em nossa comunidade, mas apenas um.
Como mesmo disse a nossa ministra, hoje corregedora do CNJ, Eliane Calmon, em entrevista sincera, verdadeira, sobre as mazelas e problemas do Judiciário, publicada em VEJA: é comum a troca de favores entre magistrados e políticos
“Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros”.(2)
Irei postar toda a entrevista dessa maravilhosa mulher, a nossa Margaret Thatcher que ficou conhecida por governar o Reino Unido com “mão de ferro”, que esta a frente do CNJ.
 Pois bem, não foi sem fundamento, pois a Seccional baiana ratificou esse apoio.
Leia na íntegra a nota de ratificação da OAB-BA
"Seccional apóia Subseção de Paulo Afonso em defesa de juiz
3/03/2011
A Seccional baiana ratifica o apoio da Presidente da Subseção de Paulo Afonso, Isabel de Oliveira, ao Juiz da 2ª Vara Cível Glautemberg Bastos de Luna que decretou ordem de prisão contra um servidor do Poder Judiciário daquela comarca.
O motivo da ordem de prisão do servidor se deve à redação de uma decisão liminar em causa própria e a solicitação da assinatura do Juiz em seu favor.
De acordo com a Presidente Isabel de Oliveira, seu apoio ao Magistrado cumpre seu dever de zelar pelo prestígio da Justiça. "Não poderia me manter inerte quando uma autoridade judiciária está laborando para que o Poder Judiciário seja o que deve ser, um Poder a serviço da democracia e da paz social, dando a todos igualdade de tratamento". "

Fonte: Imprensa OAB-BA

(1) Site de Ozildo Alves, em comentários
(2)palavras do jornalista Rodrigo Rangel em relação a Eliane Calmon.


Os magistrados e a imparcialidade

Hoje eu poderia postar algo sobre Obama, o mundo mágico americano, o pão e circo do nosso Brasil, mais circo do que pão.
No entanto algo me pede que eu inicie o desvendamento dos “deuses e semideuses” dos Fóruns. Como dito em artigo anterior, de bunda de bebê, urna eleitoral, e cabeça de magistrado, se pode esperar tudo. Sempre há surpresas, e nem sempre são agradáveis, como por exemplo, a matéria da monogamia, hoje discutida no STJ de forma diversa; o princípio da imparcialidade, o que realmente não acontece (a meu ver, princípio que fica mais na teoria).
A Justiça se cobre de um manto fictício para dar maior status, mas na verdade, por trás dos bastidores de muitos Fóruns, existem as intrigas, as fofocas, juiz querendo derrubar o outro, juízes aliados a partidos políticos, favores, nepotismo cruzado, entre outros e outros e mais outros.
Aqueles que deveriam ser tidos como exemplos na sociedade, vendem sentenças, como a igreja católica medieval vendia indulgencias e corrupção; elaboram-na, num âmbito obscuro e adverso, com total parcialidade; assinam-nas, sem pelo menos uma leitura dinâmica, inclusive aquelas que já vêm prontas, em pendrives de advogado... Uma vergonha!
 Infelizmente, para uns, felizmente para outros, a reforma do Código de Processo Civil N de revogar os cinco instrumentos processuais mais utilizados por advogados, serventuários e juízes:
  • Embargo de gaveta: recurso ex officio do juiz, que suspende o andamento do processo até que ocorra a sua prescrição. Faz coisa julgada formal e material.
  • Agravo de armário: recurso muito utilizado para dar efeito suspensivo a processos diversos nas secretarias judiciais. O processo desaparece misteriosamente. Quando o juiz corregedor aparece, o servidor da secretaria logo o encontra, dizendo: “Aqui está! Estava caído atrás do armário”.
  • Recurso do guarda-chuva: possui efeitos semelhantes ao agravo de armário, sendo requerido pela parte em processos sem solução à vista. O advogado empurra o processo para baixo do armário com a ponta do guarda-chuva.
  • Agravo do art. 6º: o processo vai para o cesto (de lixo). Gera vícios insanáveis. Não pode ser recuperado sequer pela restauração de autos.
  • Embargos auriculares: conversa ao pé de orelha do juiz, que somente pode ser impetrado por advogados habilidosos, dependendo de pressupostos recursais específicos, embora não necessariamente cumulativos, tais como amizade, influência e saldo bancário.
* foi alterada a denominação do “agravo de cesto” para “agravo do art. 6º”.
Bem, amanhã teremos mais notícias do mundo dos “deuses”.

Associação dos Magistrados do Estado do Pará lamenta procedimentos da OAB e se solidariza com os magistrados atingidos

Nota da AMEPA também denuncia e repudia a partidarização da Ordem

Fonte | TJPA - Segunda Feira, 21 de Março de 2011



A AMEPA-ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO ESTADO DO PARÁ, consciente de sua responsabilidade como entidade representativa da magistratura paraense, considerando as levianas acusações que envolvem os Poderes Judiciário e Executivo na suposta prática de “nepotismo cruzado” e em respeito aos jurisdicionados brasileiros, torna público que:

a) É lamentável o procedimento açodado e inconseqüente da presidência da OAB-PA, dando guarida a denúncias anônimas, sem conceder aos envolvidos - todos personalidades da mais alta relevância na Justiça paraense e com vida pregressa ilibada - qualquer esboço de defesa ou esclarecimentos, ao arrepio dos mais comezinhos princí­pios que regem o Estado Democrático de Direito, notadamente o contraditório - caracterizando manifesta intenção de causar sensacionalismo à custa da reputação alheia, eis que foram expostos á opinião pública como mentores de irregularidades;

b) A AMEPA desconhece a existência de nepotismo cruzado ou direto no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, destacando, ainda, que o nosso Poder Judiciário, desde 2005, foi o primeiro a eliminar de seus quadros os pontuais casos de parentesco, enquadrando-se nas determinações do Conselho Nacional de Justiça. E esse procedimento (a verificação periódica da existência de situações que poderiam indicar nepotismo) tem sido seguido por todas as administrações subseqüentes;

c) Não podem, os magistrados brasileiros, ficar submetidos a uma situação em que seus parentes próximos estejam impedidos de exercer cargos públicos pela simples ilação de que não estariam isentos para julgamento. A própria estrutura vigente, nas quais Ministros dos Tribunais Superiores e Desembargadores indicados pelo Quinto Constitucional são nomeados pelo Poder Executivo, revela que não pode prosperar tal presunção, pois esses magistrados jamais poderiam julgar contra quem os nomeou e a história republicana revela o contrário. Na persistência de uma linha de raciocí­nio assim engendrada, chegará o momento em que filhos, esposas, irmãos e demais parentes de magistrados estarão impedidos de trabalhar até na iniciativa privada, por conta de ações em que as empresas onde labutarem se envolvam no Judiciário;

d) Em razão da situação criada a AMEPA defende ampla investigação do assunto com a devida apuração de responsabilidades, principalmente, para seus autores, comprovada serem infundadas as acusações;

e) O posicionamento hostil do Presidente da OAB/PA contra a Magistratura Estadual não deve refletir o pensamento da comunidade jurídica brasileira em geral e, em especial, do Estado do Pará, sobretudo das Senhoras e Senhores Advogadas e Advogados que militam no foro paraense. O relacionamento entre a Advocacia, o Ministério Público, a Magistratura e todos os segmentos que formam a comunidade jurídica paraense deve ser, como sempre foi e como se espera que continue a ser, de respeito recíproco, de mútua atenção e urbanidade invariável no trato entre as pessoas, não sendo do interesse de ninguém imbuí­do de bons propósitos e intenções puras enveredar pelos tortuosos caminhos do denuncismo inconseqüente que conduz a indesejáveis conflitos.

f) Por fim, denuncia e repudia a infeliz partidarização de uma instituição que, celebrizada por sua lúcida participação em momentos históricos da vida nacional e paraense, se presta, no presente, a engendrar um jogo polí­tico rasteiro no qual não pode estar envolvido o Poder Judiciário.
Fonte: Jornal Jurid