Mais uma vez tenho a minha visão voltada para um erro comum em algumas prefeituras, que é o descaso com a saúde, a educação e a segurança, tripé que suporta a sociedade no seu todo.
O vereador Aroldo, fez um discurso, no qual mais uma vez denuncia problemas como a superlotação da maternidade do HNAS, o que poderá gerar como uma das muitas conseqüências, a demissão de médicos, que certamente não desejam ser participes ou coniventes com os maus tratos, com a falta de dignidade com que são tratadas as gestantes.
Sim, porque quando não há espaço, não há instrumentos, nenhuma adequação para um bom atendimento, certamente estará sendo praticado crime contra a dignidade humana, sem contar que se está indo contra a nossa Carta Magna que diz ser dever do Estado garantir a saúde e o bem estar da população.
Até a presente data o prefeito Anilton Bastos se furtou a dizer o que motivou o fechamento da maternidade do HMPA, no BTN. Enquanto isso, gestantes agoniza sentadas em bancos de madeira, sem o mínimo de conforto, com a bolsa uterina já rompida, em trabalho de parto.
O secretário de Saúde Luiz Aureliano, seguramente deve ter um bom plano de saúde, não depende dos atendimentos médicos do setor público.
Quando a bolsa amniótica se rompe, a gestante entra em trabalho de parto. Tudo bem que o trabalho de parto chega até 12 horas, ou mais, mas, para que dar vazão ao sofrimento da mulher e do seu filho?
Sim, porque quando a bolsa se rompe sai o liquido, que a depender da cor, pode indicar que o bebê esteja passando por algum problema, e pode ocorrer situações de emergência.
Para que causar tantos transtornos e sofrimentos?
Se houvesse uma fiscalização da vigilância sanitária, tranquilamente a prefeitura seria multada, pois não há um mínimo de higiene, nem condições de trabalho por parte dos médicos, e auxiliares. As pessoas que ali chegam para serem atendidas têm que suportar o calor, a falta de água, a sujeira, o choro de crianças, o mau cheiro dos banheiros, o mau humor de alguns (que não conseguem trabalhar pelo que já foi mencionado). Os leitos todos ocupados, os bancos...
Não se pode dar desculpa de falta de verba. Os repasses são feitos.
O nosso prefeito Anilton Bastos tem sensibilidade para algumas coisas, e na área em que ele deveria ter como um marco, é totalmente insensível.
Só sabe que sente na própria pele!